Às vezes apetece-me fechar os olhos e acreditar que quando os abrir tudo passou... nada disto realmente aconteceu!
Apetecia-me que alguém chegasse e me acordasse de um pesadelo... "acorda, acorda... estás a sonhar"... tipo como naqueles filmes em que o filme todo se passa numa ilusão e depois no final era um jogo ou uma ficção!
Queria tanto que o tempo tivesse parado há uns anos e tudo continuasse igual...
Se fosse possivel "remendar" o destino... mudar... decidir...
Apetecia-me fechar os olhos, flutuar e deixar-lhe levar lá para cima... lá para cima... flutuar e deixar-me ir!
Não consigo acreditar... não consigo acreditar!
Não é possivel... pois não?
Pois não?!!
... cheia de momentos bons para recordar! (INACTIVO ... ÚLTIMO POST A 2 DE JANEIRO DE 2015)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
HOMEM AO MAR
Ao fundo
apenas o horizonte... numa linha direita de Céu e Mar
Ali estavas na brisa que me tocava na cara.
Os meus cabelos voavam
As lágrimas caíam,
Ali estavas no Sol que me entrava na pele.
Meu querido, meu Amor
dá-me o teu sorriso em cada dia, em cada momento
Sussurra-me ao ouvido tudo o que sempre me disseste,
Olha-me nos olhos, passa-me a mão no cabelo e diz o quanto me amas...
A Saudade é dura,
Em momentos felizes também... e de momentos temos
outra vida ainda por viver.
Ali estavas em cima do meu ombro,
Com as tuas mãos me apoiavas.
Ali estavas à espera de seres libertado desta prisão que era a tua vida.
E foste...
Hoje ficaste, finalmente, livre de todo o sofrimento, angústia e dor que te consumia.
Ali estavas comigo, connosco.
Ali ficaste como era teu desejo.
A brisa levou-te pelo Mar fora, o Mar ergueu-te aos Céus e entregou-te à eterna Felicidade
Momentos únicos são estes
Ali estavas e continuarás a passar-me a mão no cabelo.
"Sossega, tá tudo bem!"
Eu sei, meu amor, eu sei!
apenas o horizonte... numa linha direita de Céu e Mar
Ali estavas na brisa que me tocava na cara.
Os meus cabelos voavam
As lágrimas caíam,
Ali estavas no Sol que me entrava na pele.
Meu querido, meu Amor
dá-me o teu sorriso em cada dia, em cada momento
Sussurra-me ao ouvido tudo o que sempre me disseste,
Olha-me nos olhos, passa-me a mão no cabelo e diz o quanto me amas...
A Saudade é dura,
Em momentos felizes também... e de momentos temos
outra vida ainda por viver.
Ali estavas em cima do meu ombro,
Com as tuas mãos me apoiavas.
Ali estavas à espera de seres libertado desta prisão que era a tua vida.
E foste...
Hoje ficaste, finalmente, livre de todo o sofrimento, angústia e dor que te consumia.
Ali estavas comigo, connosco.
Ali ficaste como era teu desejo.
A brisa levou-te pelo Mar fora, o Mar ergueu-te aos Céus e entregou-te à eterna Felicidade
Momentos únicos são estes
Ali estavas e continuarás a passar-me a mão no cabelo.
"Sossega, tá tudo bem!"
Eu sei, meu amor, eu sei!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Fé de Cigano
Hoje, quando estavamos na sala de Quimio, estava ao nosso lado um casal de ciganos. Ela, deitada, a fazer tratamento. Ele, desfeito, a seu lado, claramente cansado mas sorridente.
Vou-vos confessar que tenho tido, ao longo da vida, um certo "medo" de ciganos... até hoje.
Dizem que são uma raça forte, que quando rogam pragas, por exemplo, é de se fugir!
Mas hoje, este cigano, meteu conversa comigo. O Joaquim dormia, a cigana tinha-se levantado para ir à wc, e ele olhou para mim e começou a "dizer coisas"...
Primeiro, confesso, estava para "poucas conversas", até poruqe não sou muito do género de "comentar" esta doença, o quanto é doloroso tudo isto, etc, não sou de "comentar" com estranhos, mesmo estes com que nos vamos encontrando nestas salas de hospital... "ai menina, isto é um sofrimento muito grande... então conte lá... o seu marido?"... este tipo de conversa eu evito e às vezes só respondo "pois é... pois é..."
Mas hoje, este cigano cativou-me!
Resumindo, e porque já é tarde, no fim de me fazer um pequeno resumo do problema que lhes bateu à porta, sem esperar que eu fizesse o mesmo, diz-me: "Isto é mesmo assim, sabe? É ver o invisível e crer no impossível..."
Fiquei a pensar nesta frase...
E com ela me vou deitar...
Até amanhã
Vou-vos confessar que tenho tido, ao longo da vida, um certo "medo" de ciganos... até hoje.
Dizem que são uma raça forte, que quando rogam pragas, por exemplo, é de se fugir!
Mas hoje, este cigano, meteu conversa comigo. O Joaquim dormia, a cigana tinha-se levantado para ir à wc, e ele olhou para mim e começou a "dizer coisas"...
Primeiro, confesso, estava para "poucas conversas", até poruqe não sou muito do género de "comentar" esta doença, o quanto é doloroso tudo isto, etc, não sou de "comentar" com estranhos, mesmo estes com que nos vamos encontrando nestas salas de hospital... "ai menina, isto é um sofrimento muito grande... então conte lá... o seu marido?"... este tipo de conversa eu evito e às vezes só respondo "pois é... pois é..."
Mas hoje, este cigano cativou-me!
Resumindo, e porque já é tarde, no fim de me fazer um pequeno resumo do problema que lhes bateu à porta, sem esperar que eu fizesse o mesmo, diz-me: "Isto é mesmo assim, sabe? É ver o invisível e crer no impossível..."
Fiquei a pensar nesta frase...
E com ela me vou deitar...
Até amanhã
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