sábado, 15 de outubro de 2011

espécie de dor

E aqui estou...
Deitada, de pernas estendidas. Não é fácil... esta sensação de limitação. Dói-me tudo um pouco...
O coração, dor de recordar o meu Amor na cama, limitado, cheio de paciência, sempre à espera de alguma coisa, a sofrer, sem reclamar.
Dor de pensar no futuro, do quanto tenho medo de ficar com algum problema nos joelhos que não me permita "ser normal"... brincar, correr, jogar, ainda tenho muita coisa para fazer, ainda tenho que pegar nos meus filhos ao colo muitas vezes...
Dói-me ver o quanto os meus pais se dedicam coitados, também eles com dores, em sacrifício, já não vão para novos e continuam a dar, a dar... dar e dar...
Ainda o que me dói menos é o joelho operado ! ;-)

Beijinhos
Até logo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”

Fernando Pessoa

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

a pág do meu diário de hoje..

"Há 1 ano, 4 meses e 1 dia…
E eu ainda não acredito. Às vezes tenho a sensação que não é preciso sofrer, não há razão para este aperto que sinto, não há razão para as lágrimas que os meus olhos deitam… não há… porque nada disto aconteceu. É um sonho. Como naqueles filmes em que tudo se passa e só no fim percebemos que era um sonho ou outra vida…

O Manel começou a chorar quando se foi deitar. Foi ter comigo a chorar e a dizer que tinha saudades do pai. De seguida as perguntas foram saindo cá para fora como se ele tivesse decidido que “hoje vou falar, perguntar, hoje não vou sofrer em silêncio” E assim começou: “o pai deu-me peluches quando eu era pequenino?” “O pai brincava comigo quando eu era pequenino?” “Porque é que o Jesus levou o pai?” “A mãe não viu?”… e entre soluços e choro fui tentando responder… “sim meu amor, sim… o pai brincava muito com o Manel e o Manel adorava brincar com o pai… sim… não… a mãe não viu, ninguém viu, o pai adormeceu e o coraçãozinho do pai nessa noite ficou muito fraquinho, muito fraquinho e parou. Depois vieram os anjinhos com o Jesus e levaram o pai, o Amor, a Alma, é por isso que o pai está lá em cima com o Jesus e ama-nos muito”… “As pessoas todas têm um corpo e uma alma e o Jesus leva as almas para junto d’Ele quando as pessoas ficam velinhas ou doentinhas como o pai”.

“E os médicos mãe, o que é que fizeram ao pai?” “Ajudaram o pai a estar melhor durante uns tempos mas depois não conseguiram curar o dói-dói do pai porque a doença era muito mais forte!!”

“E o pai ficou muito magrinho e muito fraquinho?” “Sim meu amor querido, sim!”

“Tenho tantas saudades do pai…” e foi esta a frase que repetiu intercalada com “quero o pai de volta” durante uns minutos até fechar os olhinhos. Eu deixei de responder e deixei-o chorar, segurei-lhe na mão até ele adormecer.

Fiquei a pensar se teria dito as palavras certas, se teria ajudado um bocadinho a tranquilizar aquele coraçãozinho inocente… só peço a Deus que me ajude a explicar o que eu própria não entendo. Será que o imaginário dos nossos filhos os vai levando por este mundo de perguntas e vão eles próprios tentando perceber as coisas?!

Quando forem mais crescidos saberão entender? Aceitar?

“A mãe também tem saudades do pai?” “Tenho meu querido, tantas, tantas, tantas… mas o pai está aqui… nos nossos corações”

Se calhar... não vale a pena procurar as palavras certas…estas não existem. O que vale a pena é tentar que as palavras mesmo que as erradas ajudem a explicar uma coisa que não tem explicação. "

boa noite

terça-feira, 16 de agosto de 2011

As minhas férias começaram no dia 28 de Julho. Dia de anos do Simão, festinha na piscina, foi muito giro. Ele adorou apesar de ter tido poucos amigos disponíveis nesta data. Foi um dia bom.

No dia a seguir fomos para o Algarve com os avós. Estava tudo óptimo. Passados 2 dias o Manel começa com febre alta, sem mais sintomas, só febre, chegou aos 39.9... na 2ª feira, dia 1 de Agosto estávamos nas urgências do Centro de Saúde de Vila Real de St. António... seguiram-se mais 2 dias de "clausura"... a febre continuava. No dia em que regressamos a Lisboa parámos em Altura para tomar um café na praia. Quando chegámos aos carros, os avós tinham sido assaltados. No carro deixaram uma toalha suja que deverá ter servido para abafar o som de partir o vidro. "Limparam tudo", milhares de euros de prejuízo. GNR local, relatório da ocorrência, etc, etc... Chegados a casa ao final do dia, alívio ao ver que o Manel estava sem febre. No dia a seguir começou o Simão. Febre alta sem mais sintomas. Vi-me forçada a adiar a ida para a Zambujeira do Mar para mais uns dias de praia tão desejados. Mesmo com o Simão com febre lá fomos nós na esperança de mais um dia de febre e pronto, assunto arrumado. YYUUUUPIIII, no dia seguinte já fomos molhar os pés ao fim do dia... que bom!

Um dia inteiro na praia... maravilha... depois da sesta à sombra na hora do calor, muita brincadeira, muitas banhocas, muita alegria! Jantámos uns petiscos e um peixinho logo à saída da areia... versão que a mãe adora. Depois passa-se o corpinho por água e cama... (a noite foi particularmente complicada mas essa parte não é agora relevante)

Dia seguinte experimentamos outra versão, voltamos para casa ao final da manhã e só voltámos à praia quase às 5 da tarde... que bela soneca... ali estivemos mas como estava um bocadinho de vento e o Manel meio rabujento nem tomamos banho e ficamos a jogar à bola e às raquetes! Eis senão quando, ao chegar a casa e para confirmar a minha suspeita... Manel se apresenta com 39 de febre! Fiquei em estado de choque!!

Nem tive coragem de mais nada senão de no dia a seguir fazer as malas e voltar para casa.

Passados 4 dias de febre, e dado que o antibiótico não deu grande resultado, feitas as análises, Estomatite Aftosa. Nunca tinha visto tanta afta, tanta inflamação numa boca só. Nem sei como este miúdo não anda a cabeçada nas paredes... por um lado ainda bem, por outro, seriamos dois!! Não que eu tenha aftas ou a garganta inflamada mas nem estou a acreditar que em resumo tive 3 dias e meio de praia, apenas 72 horas de relax e descontração (o que é resultado de um esforço já de si merecedor de prémio) num periodo de 3 semanas de férias as quais não posso voltar a ter e estão a acabar. Só faltam 3 dias e puff! Começo a trabalhar e férias só no Natal... fiz mal a alguém eu?!

E ainda há quem se queixe do tempo!

Boa noite!




terça-feira, 10 de maio de 2011

Ando muito cansada.
Sinto menos energia, menos força.
Tenho tido imenso trabalho, não páro o dia todo e pior do que ter imenso trabalho é que me preocupo demasiado com as coisas, com o quanto gostava que tudo corresse bem, com o quanto queria poder fazer certas coisas para que fossem bem feitas... (modéstia à parte).
Sinto-me deprimida, desgastada.
Tenho pensado montes de vezes no quanto queria ter coragem para "mudar de vida", enfrentar um novo rumo, novos desafios... fora daqui, num sítio longe e tranquilo. Uma vida sem stress. Um dia-a-dia cheio de momentos calmos, serenos, sem agitação de qualquer espécie. Ter tempo para o Manel e Simão, sim, ter tempo para eles. Ter tempo para os ver, ouvir e estar com eles.
Hoje quase não os vi, de manhã saí cedo, quando cheguei já estavam a acabar de jantar. Comi a correr, com o Manel quase a fechar os olhos. O Manel hoje estava triste, chorou com dores de barriga. Depois chorou sem saber porquê. Quando lhe perguntei o que tinha não sabia. Às tantas o Simão estava a dizer os seus "disparates" e pelo meio falou no avô e na avó... que não estão cá... e o Manel disse "e o pai... também não está cá..." "Pois não querido, é por isso que o Manel está triste? Lembrou-se do pai?" "Não sei..." E chorou outra vez, serenamente, com calma, a olhar para mim, as lágrimas escorreram-lhe pelo rosto devagar. Fiz-lhe um sinal com a mão a chamá-lo e veio para o meu colo. O Simão sem dizer nada baixou a cabeça no ombro dele e em silêncio ficámos ali os 3. Num momento intenso sem grande descrição.
É nestes pequenos momentos que o mundo pára e tudo o resto deixa de interessar ou interessa muito pouco.

É dificil avaliar a forma como será que um filho de 6 anos gere a ausência e a saudade do Pai!?

Que saudades meu Deus...
Que saudades...

Boa noite

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cair da noite em silêncio

É no cair da noite que te sinto mais perto!
Quando o dia fica para trás,
Depois de mais um, nesta encruzilhada dolorosa...
É quando apenas o silêncio me faz companhia
E em mim, a tua voz, o teu cheiro, o teu abraço...
Sinto-te perto, quando cai a noite
mais perto!

Como se nada mais existisse em nosso redor.
Estás tu, aqui, no meu coração,
Em todo o meu corpo... em todo o meu corpo.
Cada pedacinho de mim és tu, cada suspiro meu é teu!
Sonho de olhos abertos com o dia em que te vou ver outra vez.

É com o cair da noite, que tudo para.
Parece que lá fora deixou de se ouvir o melro cantar,
os carros deixaram de passar, o vento deixou de assobiar,
as árvores de dançar.

É neste silêncio imenso que te vejo e ouço, sinto.
Respiro a tua saudade, este monstro que me consome em cada instante,
Anseio por te ver e ouvir outra vez,
Mas sei que sim... estás aqui.
É neste silêncio, no cair da noite...
Estou eu e tu... e mais ninguém.

Depois vou dormir, despeço-me com
"até amanhã, meu Amor!" ...
Como sempre. Só eu e tu. No silêncio.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

9 meses

... E porque é que eu ainda não acredito?
... Porque é que continuo a achar que a qualquer momento vou ouvir a chave na porta?


Porquê?


Amanhã é dia 22 ... os dias 22 são tão feios...

Quero fugir!

Ibernar. Morrer!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Miss you

"I miss those blue eyes...
How you kissed me at night.
I miss the way we sleep...!
(...)
I miss everything about you!..."
(...)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fui correr

Hoje fui correr...

Fiz um dos desportos de ar livre que prefiro. Correr apenas. É um desporto completo e muito económico.

Foi um momento intenso... saí de casa com a Adriana Calcanhoto e "deixei-me levar"...
Quase de imediato fui assombrada por um choro incontrolável à medida que ía correndo. A "nossa" Adriana a cantar, eu a correr pelo meio deste campo onde escolhemos viver...
O cair da noite fez-me sentir sózinha e aquela "entrega" a um momento só meu, fez-me sentir umas saudades, foi um libertar das lágrimas que vou controlando diariamente...

Incontrolável...
Chorei tudo o que tenho evitado... sem reserva nenhuma. Fui correndo, ouvindo a música, chorando e rindo ao mesmo tempo que me lembrava de tanta coisa... um momento único. Só meu, só meu.

Um dia, vou ter que deixar de controlar este choro. Um dia algo vai acontecer e fará com que eu acredite finalmente no que está a acontecer... esse dia ainda não chegou!
Invade-me esta sensação de querer que o tempo volte a trás e pare.
Sou perseguida por uma imagem de sofrimento horrível que queria tanto conseguir apagar.
Vivo este sufoco de não te ter... este tormento de saber que não te vou ter nunca mais.

Saudades amor...
Boa noite

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Às vezes, sinto-me frágil, perdida, carente!
Outras, sinto-me uma pedra, cheia de força, Que mais me poderá acontecer? Não há nada que me possa "abalar" agora, nada!
Ainda sinto que estou a viver um pesadelo, que isto não me está a acontecer... não é possivel. Não consigo acreditar, fico "pateta" a olhar um vazio.
Fecho os olhos e vejo o Joaquim, aquele sorriso, aquela cara, sinto os seus braços à minha volta, e o desejo de o ter comigo é tão grande, tão grande, que me bloqueia a respiração e me tortura os sentimentos... é tão forte, tão forte... que nem sei como é possivel viver assim... sei que é, mas ainda não consegui perceber como!
Não há momento algum nem coisa nenhuma que me possa "fazer esquecer", nem por um instante que seja...

Mas que difícil é esta missão...
Que difícil...

sábado, 29 de janeiro de 2011

O Mare e Tu - Andrea Bocelli & Dulce Pontes

NEURA

Fim-de-semana!
Poder relaxar, brincar... descansar e não se preocupar com grande coisa...

Mas porque é que não é assim?

Que chatice!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um "mundo" diferente o nosso

Juro que fico preocupada quando começo a pensar nestas coisas todas e no que acontece dia-a-dia e no que pode acontecer... e o futuro, e os meus filhos, e o que será deles, etc...

Então o outro desgraçado deu cabo da vidinha dele assim de repente? E foi matar o outro também desgraçado que só andava aí a dar motivos aos outros para rir e criticar? Coitado, ele teria as suas qualidades, independentemente da vida aparentemente inútil, ele deve com toda a certeza ter feito coisas boas, tinha montes de amigos (bons ou maus, verdadeiros ou apenas porque era giro e social, isso não interesa), era um ser humano que não merecia morrer que nem um animal... aliás... nem os animais merecem morrer assim! Mas em que mundo é que nós vivemos?? Como é que se consegue entender que um homem faça isto a outro? (enfim... homem no sentido de homem, humano, ser inteligente - pronto, pouco - e racional - pronto, ok, não raciocinou lá muito bem é verdade...)Mas isto é incrível... mesmo!

E fico preocupada quando depois Portugal começa a ser conhecido não pelas maravilhas que tem que estão a decrescer em quantidade com o tempo, mas por estas desgraças... e por outras parecidas tipo José Castelo-Branco e sua palhaçada habitual... depois começam a achar que Portugal é um País de bichas malucas onde toda a gente se preocupa só com festas e festins... pois pudera... é só disso que se fala! E a Cinha e as filhas... e as Top models que são mães e ficam logo magras a seguir... "exibe uma excelente forma física"... pois claro! Com todas as clínicas a oferecerem tratamentos à celulite, com as lojas a ofereceram roupa e a Caras a oferecer viagens, pois assim também eu ficava magra num instantinho... Ponham lá essas garotas a trabalhar o dia todo num escritório, a ter dois filhos pequenos em casa à espera e sem terem tempo para nada, a ver se tinham esses corpinhos e aqueles dentes!! Pronto, ok... eu sei que algumas têm sorte, outras nasceram assim,... mas não são todas!!

Depois criticamos as novelas que são muitas e acabam tarde, as revistas que não têm absolutamente nada de interesse ou que possa contribuir para o nosso bem estar, antes pelo contrário... mas as audiências aumentam... e as tiragens dessas revistas são brutais e é o que vende!! Nada a fazer!

No fim-de-semana passado, não saimos de casa e eu não vi sequer nenhum noticiário e por isso na 2ª feira, quando cheguei ao escritório nem sabia do assassinato da História... "Mas em que mundo é que tu vives?" Perguntaram-me os meus colegas...

Pois realmente... eu vivo noutro mundo!

Beijinhos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ao som desta música entrei naquela sala.
De um lado a minha mãe, do outro o meu pai.

À minha frente, o homem lindo com quem namorava e vivia, com quem me ía casar...

Os seus olhos jorravam Amor, o seu sorriso Felicidade, olhava para mim com um ar de encantado, como se espera de um noivo aliás, mas ele estava realmente Feliz e eu não cabia em mim de Felicidade também, com algum nervosismo, alívio por perceber que o vestido havia sido bem escolhido. Pegou-me na mão, levantou-me o braço e olhou-me de alto a baixo dizendo entre dentes: "estás linda meu amor!"

Ao som desta música, deu-se início a um momento lindo, a um marco importante da nossa vida. Deu-se início ao assumir de uma história bonita de Amor... momento intenso e puro de sentimentos e intenções. Era o início de outra vida pela qual tinhamos lutado juntos...

E juntos... continuámos a lutar contra as injustiças, juntos vivemos o sofrimento de uma doença inesperada... juntos vivemos o nosso amor de "Notting Hill" até que a "morte nos separou"!

Charles Aznavour - She

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 - Novo Ano

Falei agora no Facebook com uma amiga minha, com quem não estou há muitos anos, mas de quem soube há pouco tempo, pelo facto de os nossos destinos terem sido comparados.
Ela perdeu o marido num acidente de mota, ía no carro com a filha e o marido numa mota à frente... assistiu à morte do seu Amor... há já uns 3 ou 4 anos e disse-me hoje que ainda não acredita...!!

E eu que tinha esperança que ela me desse outra resposta à minha pergunta: "quando é que se começa a acreditar?" E ela responde-me: "ainda não sei" ...

Portanto...

O ano começa exactamente como o outro acaba.
As mesmas dúvidas, a mesma dor, o mesmo sofrimento, as mesmas imagens que me assombram os sonhos e os mesmos medos que me atormentam os dias!

Mas há um pequeno detalhe que está diferente: se eu ainda não tinha percebido a necessidade de "acreditar", agora percebo. Eu tenho, primeiro que tudo, de acreditar, só depois conseguirei aceitar... e sei ainda que "entender" não vai nunca ser possível.

E como tal, entro neste novo ano com uma nova força então... "tenho que acreditar", não sei como, mas é por aí que tenho que começar.

Na noite da passagem de ano, já o Manel e o Simão dormiam há umas horas, antes de me deitar, perto da uma da manhã, depois de ter visto a "Gala não sei-das-quantas", entrei no quarto deles e ajoelhei-me ao fundo das suas camas. Ajoelhei-me como aquelas figuras do presépio ou como aquelas velhinhas que na Igreja juntam as mãos e fecham os olhos... ajoelhei-me, com toda a minha dedicação e total devoção aos meus filhos e disse muito baixinho, não os fosse acordar: "Meus queridos, a mãe jura que vai dar o seu melhor..."

E é isso que vou fazer, em cada dia de 2011.

Na véspera de entrarmos no novo ano, estava com o Manel e com o seu "novo" amigo aqui do Belas, quando em conversa de miúdos, e no seguimento de vários outros comentários do António sobre o trabalho do pai e o carro do pai, aos quais o Manel respondia com coisas tipo: "a minha mãe tb isto ou aquilo"... eis que surge a pergunta temida (por mim, claro) "e o teu pai?" E o Manel respondeu "eu não tenho pai, o meu pai está no céu" , "Ah é? Morreu?" (confesso que a naturalidade das palavras me arrepiou), "Então só tens a tua mãe?" E o meu filho Manel, de 5 anos, de quem eu me orgulho diariamente, sem pestanejar e com um ar sério mas feliz, respondeu:

"NÃO! Tenho a mãe, o mano, a mana, o avô e a avó, o André e a Carolina"

Eu?? Não disse nada, não achei que fosse preciso!

Desejo-vos um ano bom, com muitos momentos alegres, um ano intenso de Amor e Amizade, cheio de coisas boas para recordar. Não se esqueçam de cuidar da vossa saúde e de tentarem dar importância apenas ao que realmente tem!

Beijos e FELIZ ANO DE 2011