terça-feira, 10 de maio de 2011

Ando muito cansada.
Sinto menos energia, menos força.
Tenho tido imenso trabalho, não páro o dia todo e pior do que ter imenso trabalho é que me preocupo demasiado com as coisas, com o quanto gostava que tudo corresse bem, com o quanto queria poder fazer certas coisas para que fossem bem feitas... (modéstia à parte).
Sinto-me deprimida, desgastada.
Tenho pensado montes de vezes no quanto queria ter coragem para "mudar de vida", enfrentar um novo rumo, novos desafios... fora daqui, num sítio longe e tranquilo. Uma vida sem stress. Um dia-a-dia cheio de momentos calmos, serenos, sem agitação de qualquer espécie. Ter tempo para o Manel e Simão, sim, ter tempo para eles. Ter tempo para os ver, ouvir e estar com eles.
Hoje quase não os vi, de manhã saí cedo, quando cheguei já estavam a acabar de jantar. Comi a correr, com o Manel quase a fechar os olhos. O Manel hoje estava triste, chorou com dores de barriga. Depois chorou sem saber porquê. Quando lhe perguntei o que tinha não sabia. Às tantas o Simão estava a dizer os seus "disparates" e pelo meio falou no avô e na avó... que não estão cá... e o Manel disse "e o pai... também não está cá..." "Pois não querido, é por isso que o Manel está triste? Lembrou-se do pai?" "Não sei..." E chorou outra vez, serenamente, com calma, a olhar para mim, as lágrimas escorreram-lhe pelo rosto devagar. Fiz-lhe um sinal com a mão a chamá-lo e veio para o meu colo. O Simão sem dizer nada baixou a cabeça no ombro dele e em silêncio ficámos ali os 3. Num momento intenso sem grande descrição.
É nestes pequenos momentos que o mundo pára e tudo o resto deixa de interessar ou interessa muito pouco.

É dificil avaliar a forma como será que um filho de 6 anos gere a ausência e a saudade do Pai!?

Que saudades meu Deus...
Que saudades...

Boa noite