sábado, 29 de maio de 2010

HOMEM AO MAR

Ao fundo
apenas o horizonte... numa linha direita de Céu e Mar
Ali estavas na brisa que me tocava na cara.
Os meus cabelos voavam
As lágrimas caíam,
Ali estavas no Sol que me entrava na pele.

Meu querido, meu Amor
dá-me o teu sorriso em cada dia, em cada momento
Sussurra-me ao ouvido tudo o que sempre me disseste,
Olha-me nos olhos, passa-me a mão no cabelo e diz o quanto me amas...

A Saudade é dura,
Em momentos felizes também... e de momentos temos
outra vida ainda por viver.
Ali estavas em cima do meu ombro,
Com as tuas mãos me apoiavas.
Ali estavas à espera de seres libertado desta prisão que era a tua vida.

E foste...
Hoje ficaste, finalmente, livre de todo o sofrimento, angústia e dor que te consumia.
Ali estavas comigo, connosco.
Ali ficaste como era teu desejo.
A brisa levou-te pelo Mar fora, o Mar ergueu-te aos Céus e entregou-te à eterna Felicidade

Momentos únicos são estes
Ali estavas e continuarás a passar-me a mão no cabelo.
"Sossega, tá tudo bem!"
Eu sei, meu amor, eu sei!

6 comentários:

João Carvalho e Branco disse...

Bonito, Sandra!
Foi um dia mágico, o da libertação do seu/nosso Joaquim.
Havia tanto amor naquele barco! Durante momentos, pareceu que ficámos perdidos, à deriva, com a falta do nosso "capitão", que se ia envolvendo nas ondas e envolvendo-nos a nós numa triste e doce nostalgia.
Este dia vai ficar para sempre um dos mais bonitos e tristes da minha vida.
Um grande beijo!

Unknown disse...

Querido João
Se me deixar publicar aqui o seu poema, gostava muito, depois diga-me.

Temos que combinar uma ida às sardinhas... o Joaquim gostava muito, como sabe... organiza o evento?

Beijos
PS - quero "reanimar" este blog... dar-lhe energia e vida...

João Carvalho e Branco disse...

Minha querida,
Tenho muito prazer em publicar o "meu" poema (já não é meu, agora é do Joaquim e, naturalmente, seu...).
Boa ideia, a sardinhada. O Joaquim gostava muito e eu também.
Vamos tratar disso.
Um beijo grande.

A Saudade de Um Amigo (Para o Joaquim)

Todos os rios pararam
Da terra veio um lamento
As águas dos mares gelaram
Deixou de soprar o vento

Das árvores, por mais frondosas
Todas as folhas caíram
E em bandos, silenciosas,
Todas as aves fugiram

Todas as flores murcharam
Os rostos endureceram
Todas as fontes secaram
De lágrimas rios romperam

Porque à noite, quase dia
Quando o Anjo adormeceu
À hora da cotovia
O meu amigo morreu.

Amigos não se separam
Seguem caminhos diferentes
Quantas vezes sem querer...

Nas saudades que ficaram
Estando tristes, estão contentes
Um dia se hão-de rever.

Por isso, corram os rios
Com mais força do que antes!
Que nasçam folhas nas árvores
Mais viçosas, mais pujantes!
Ó aves, voltai depressa!
E que haja alguém que peça
Às fontes para regar
Jardins cheios de flores!
Deixem as lágrimas secar
Sintam cheiros e sabores
Lancem os barcos ao mar
Vão até ao horizonte
Mas antes de regressar
Façam da vida uma ponte
Que vos ensine a sonhar!
Das cinzas que hoje lançamos
Com alegria e com dor
Nasçam laços, cresçam ramos
Que perpetuem o amor
Daquele por quem aqui estamos!
Amem com sofreguidão
E em choro, ria comigo,
Quem tenha no coração
A saudade de um Amigo!

Raquel disse...

Obrigada Sandra, por partilhares conosco estes momentos tão íntimos, tão vossos!!!! Sem palavras..... saudades, muitas....

rachel disse...

Minha querida amiga, mais palavras seriam escusadas!
Deixo aqui toda a minha amizade, toda a minha disponibilidade, toda a minha admiração por ti, como mulher e como a grande amiga que és! Love you.

Maria Tereza disse...

Querida Sandra,
Força.
Depois das lindas palavras e poesia acima, não o que dizer...
Quanto às sardinhas, me apeteceu comê-las... pena que estou a um oceano de distância.
beijos