Num sopro apago aquela vela...
que iluminava a tua fotografia, talvez aquecesse a tua alma.
Diz o "povo", que se devem acender velinhas, não sei porquê, mas agora gosto de o fazer. É um ritual, faz parte do final de cada dia.
Cada dia que passa, é mais um dia em que a tua ausência quase me mata!
É tão doloroso viver sem ti que chego a temer que as fraquezas se apoderem das minhas forças, que ganhem esta luta e me deitem ao chão...
Não posso... não posso...
Vou continuar a acender as velinhas, em cada dia, e vou continuar a acreditar que te aquecem a alma... acredito que estás aí quentinho, seja lá onde isso for, estás descansado, apenas, quentinho e descansado. É assim que estás agora. Talvez ao colo da tua mãe, como era quando eras pequenino, quentinho, embrulhado numa mantinha, a descansar.
Lembro-me de me dizeres que tinhas tanto frio... eu embrulhava-te numa manta, aquecia-te os pés, abraçava-te tanto e encostava a tua cabeça fria no meu peito, começavas a acalmar e dizias sempre "Obrigado querida"... e eu que queria tanto poder fazer mais do que fazia, sofrer parte do que sofrias... eu queria poder ter metade do frio que tinhas para não seres só tu a sofrer... era isso que fazia.
Espero que sintas ainda estes pequenos aconchegos.
Amo-te muito, muito. Adoro-te. Dorme quentinho meu amor. Quentinho.
Ja apaguei as velas, vamos dormir!
1 comentário:
Amiga querido,
Sofro com seu sofrimento.
Fica bem.
Beijos do outro lado do oceano.
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